quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O Michelangelo da Odontologia

Quase 10 anos passaram desde que ele cumpriu seu ciclo de vida.
Cinco anos já que ela foi em busca de outros horizontes, outros espaços, outros ares.

Saudades de um e outra. Saudades diferentes que se somam em emoções. Não saudades mórbidas, continuas, doloridas. A rotina do dia a dia vai amenizando a saudade que acaba ficando pontual. Acontecimentos aqui ou ali fazem emergir essa saudade que nunca desaparece de todo, mas está adormecida.

E hoje o acontecimento que foi buscar a saudade adormecida, foi a mensagem que recebi via orkut:

Michelangelo da Odontologia

Para quem não sabe, estou morando na Itália e hoje fui ao dentista (já fui em varios por aqui, mas esse foi especial). Quando esse simpatico dentista começou a olhar meus dentes, chamou imediatamente sua assistente e outra dentista para apreciar “UN VERO CAPOLAVORO D’ARTE”. Ficou maravilhado em poder tocar, segundo ele, numa escultura odontologica semelhante às obras de Michelangelo. Passou mais de meia hora buscando todas as palavras de elogios e reverencias ao GRANDE MESTRE. A emoção do profissional foi tanta ao saber que ha mais de 30 anos foi feita essa coroa de ouro à sua filha. Não me sobrava tempo para lhe dizer que, infelizmente meu pai, segundo ele, Un Vero Michelangelo da Odontologia, havia falecido ha alguns anos. Queria seu endereço para ir se tratar com ele e traze-lo aqui para ensinar essa arte. Se sentiu honrado de fazer poucos restauros em obras tao especiais. Acrescentou que nunca tinha visto uma obra dessa qualidade nem mesmo nos inumeros livros que estudou e consultou… Foi um grande homem.

(copiada na integra sem os acentos que lá não se usam)
















Ayrton em 1956 com o filho Flavio


Jurema, a que foi para a Itália há tantos anos esqueceu de dizer que seu pai foi AYRTON DE CARVALHO, que agora recebe um complemento ao seu nome...
O MICHELANGELO DA ODONTOLOGIA.

Ayrton chegou ao mundo em 16 de maio de 1927 e partiu em 2 de março de 2000 levando com ele toda a arte que o caracterizou em vida.

Tua família te reverencia.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O APAGÃO DO DIA 10 DE NOVEMBRO DE 2009

Vamos fazer uma brincadeira?

Cada um que tomar conhecimento deste blog vai fazer um pequeno texto sobre o tema: ONDE EU ESTAVA NA HORA DO APAGÃO DO DIA 10 DE NOVEMBRO DE 2009 ÀS 22,13H.

Eu escrevo o meu texto:

Nas terças feiras, apesar dos meus muitos anos vividos, tenho o dia cheio. Vou à Biomédicas da USP, faço Musculação e eventualmente vou ao Páteo do Colégio encontrar a turma. Hoje não fui porque como participante de protocolos de pesquisa da Faculdade de Medicina da USP, fui ao HC para um teste Psiconeurológico (ou Neuropsicológico,não lembro)

Fiz hora e fui até o Istituto Italiano di Cultura para uma apresentação de ópera filmada que acontece às 19h das terças (uma das coisas boas de São Paulo) O apresentador é o Sergio Casoy que, com o seu conhecimento e capacidade de comunicação, torna o evento muito especial.

Ontem no programa, O BARBEIRO DE SEVILHA, uma ópera bufa, agradável, ótima para um fim de noite.

No melhor pedaço do segundo ato, quando a mocinha Rosina vai fugir com o mocinho Conde de AlmaViva, escuridão total. Susto, surpresa. Como nada indicava que a energia voltaria logo, sai, mesmo porque já eram 22,30 e eu sozinha para voltar para casa.

Com outra senhora foi um custo atravessar a Higienópolis e a Angélica, sem os farois funcionando. Onibus demorando e cheio, mas consegui um espacinho. Na Dr.Arnaldo quando fiz "badeação" de ônibus, muita gente e mais um espaço ainda menor até em casa. E o celular tocando. Os netos querendo saber onde a avó itinerante estava. O filho de Brasilia informando que lá o apagão não havia chegado. Preocupações mas não tanto porque sabem que dou conta do recado.

Por gentileza do motorista, o ônibus me deixou nos degraus do meu prédio. E aí outro desafio: 10 andares de escada que venci muito bem graças à minha musculação de 8 anos.

Finalmente em casa, contato com todos avisando que cheguei inteira. Não tive medo, não me afobei, e tudo deu certo.

Em minutos estava na cama porque nada mais havia a fazer. Logo depois das 2h, FIAT LUX de novo.

Viram como é fácil fazer um texto do cotidiano??? É só deixar os dedos correrem sobre o teclado materializando pensamentos.

PASSEM ESSA BRINCADEIRA PARA SEUS AMIGOS.

AGUARDO VOCÊS


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

HAMBURGUER DE CAJÚ

Esta é uma notica importante para o Nordeste. Mas, o Nordeste também é Brasil e tudo o que acontece de bom por lá, é um prazer saber.

Agência FAPESP Divulgando a cultura científica
18/04/2008

Agência FAPESP – Uma pesquisa realizada na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) testou hambúrgueres à base de caju como alternativa para possibilitar o consumo fora do período de safra e aproveitar o excedente de produção.

Os testes mostraram que os hambúrgueres feitos com caju apresentam menores teores de gordura quando comparados a produtos similares à base de soja e de carne, disponíveis no mercado. Além disso, o produto obteve boa avaliação no teste de aceitação sensorial.

De acordo com a autora da pesquisa, Janice Ribeiro Lima, um dos objetivos do estudo era sugerir estratégias para estimular a comercialização do caju, uma vez que cerca de 88% da produção é perdida anualmente. O pedúnculo, que corresponde a 90% do fruto, é desperdiçado devido ao curto período de safra, à reduzida estabilidade pós-colheita e à pequena capacidade de absorção da indústria.

“O hambúrguer pode ser elaborado no período de safra e consumido no restante do ano, quando o caju não está disponível”, disse Janice à Agência FAPESP. O estudo, realizado pela Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, foi publicado na Revista Ciência e Agrotecnologia.

Segundo a pesquisadora da Embrapa, a agroindústria de caju do Nordeste tem relevante importância socioeconômica: ela explora 700 mil hectares de cajueiros, mobiliza cerca de 280 mil pessoas no campo e produz 200 mil toneladas de castanha e 2 milhões de toneladas de pedúnculo por ano. Desse total, 60% da produção vêm da agricultura familiar.

A elaboração dos hambúrgueres foi feita a partir da carne de caju liquidificada. Depois de peneirada, a fim de adquirir uma fibra enxuta, a carne de caju foi refogada com outros ingredientes (cebola, pimentão, alho, tomate, tempero comercial e cheiro-verde) e misturada com farinha de trigo.

Para os testes comparativos, foram utilizados quatro tipos de hambúrgueres de marcas nacionais. Dessas amostras, uma era à base de carne bovina e três de proteína vegetal. Os hambúrgueres de caju apresentaram baixo teor de proteína, mas, de acordo com a pesquisadora, esse resultado já era esperado.

“A falta de proteínas na composição poderá ser corrigida, no futuro, com incorporação de outros ingredientes à formulação básica, como a proteína de soja. A elaboração de novas formulações, com a utilização de outros temperos, pode melhorar as características nutricionais e sensoriais do produto”, explicou.

Em contrapartida, o teor de gordura foi inferior e o de carboidratos maior em relação aos produtos comerciais, tornando o hambúrguer de caju uma boa alternativa de alimentação para as pessoas que não ingerem derivados de carne ou que buscam produtos menos calóricos.

“Trata-se de um produto vegetal que apresenta fibras, sais minerais e vitamina C em sua composição. A principal desvantagem é que o produto deve ser conservado congelado”, disse Janice.


Na merenda escolar

Os testes de aceitação sensorial foram realizados por 50 provadores não treinados. Foi utilizada uma escala hedônica, com nove pontos, variando de “desgostei muitíssimo” (nota 1) a “gostei muitíssimo” (nota 9).

A média de aceitação do hambúrguer composto com caju foi de seis pontos, de acordo com os resultados – o que é considerado um padrão aceitável. A incorporação de temperos da culinária local e o hábito de consumo podem melhorar esse nível, segundo a pesquisadora.

O pH também foi inferior ao dos hambúrgueres comerciais, acidez maior que pode ter influenciado de forma negativa a aceitação sensorial do produto. “Os consumidores tendem a rejeitar novas formulações que pretendem substituir produtos tradicionais existentes no mercado. Por isso, é importante salientar que com o hambúrguer de caju não se pretende substituir o hambúrguer tradicional, mas sim fornecer uma nova alternativa de alimento à população”, explicou.

De acordo com Janice, a pesquisa dá um exemplo de como produtos locais, que muitas vezes são subutilizados, podem ser transformados para se tornar uma fonte de alimentação. “É importante procurar novas formas de utilização e consumo dos alimentos, de maneira a evitar o desperdício”, destacou.

A pesquisadora da Embrapa sugere que o produto seja incluído na merenda escolar da rede pública. “Além disso, seria interessante incentivar a criação de pequenas unidades de produção, que seriam uma nova alternativa para geração de emprego e renda na região, valorizando um produto tipicamente regional”, disse.

Para ler o artigo Caracterização físico-química e sensorial de hambúrguer vegetal elaborado à base de caju, de Janice Ribeiro Lima, disponível na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), clique aqui.

Apesar de tudo, o Brasil segue resolvendo seus problemas.

domingo, 1 de novembro de 2009

COMPLEMENTANDO OUTUBRO CULTURAL

Esse programa do SEsC foi tão bom que teve m comentário à parte.

Sexta feira, 23 de outubro de 2009. Quase meio dia. .Avenida Paulista.
Transito por essa avenida já curtindo por antecipação a coisa boa que me será oferecida.

Enquanto atravesso a avenida, de ônibus e a pé, já vou sentindo prazeres. É o meu “caminho da roça” no bom caipirês. Conheço cada árvore, cada prédio, o perfil dos circulantes. Se o transito está congestionado, ótimo. O ônibus anda devagar e me dá tempo de rever cada pedaço da avenida.

As calçadas alargadas já começam a ser insuficientes e a massa humana que anda de cá para lá e de lá para cá, fez uma pausa no trabalho e sai à rua para o almoço e a socialização. Gente bonita. Branca, mulata (de todas as tonalidades) negros puros (pequena fatia da população –porque a maioria já se misturou), roupas formais, informais, esquisitas, geralmente coloridas; saltos altos, altíssimos, confortáveis e rasteiras; botas, botinhas, botonas de plataforma para o trabalho. Mas, o que chama a atenção é o denominador comum de um povo alegre. E quando a pé, mergulho também nessa alegria coletiva.

Chego ao meu destino. Sei aonde vou, mas cultura está concentrada naquele pedacinho da avenida: Itaú Cultural – (nº149), Sesc (nº 119), Casa das Rosas.(nº 37) É só decidir o que se quer. Hoje eu vou ao Sesc.
Ontem uma palestra sobre “a musica vocal italiana do Renascimento e Barroco”. Hoje o complemento musical das palavras. Tem sido sempre nessa seqüência: palavra – musica, no projeto “Finaescuta” que o Sesc oferece GRA-TU-I-TA-MEN-TE ao publico passante da avenida até ao que vem de longe.

No simpático teatro auditório que vai se enchendo com o pessoal que trocou o almoço por musica, brilha sozinho o cravo branco e decorado. Instrumento pouco conhecido já ganha a simpatia pelo seu visual agradável. Logo mais seu dono, Alessandro Santoro vai mostrar do que são capazes interprete e instrumento quando a sintonia é perfeita.

Teatro já cheio, o recital começa. O primeiro impacto visual: Patrícia Endo a soprano: linda, muito linda com o vermelho dos cabelos simbolizando sua chama interior, o azul do vestido contraponteando com o vermelho dos cabelos que os olhos claros realçam ainda mais. E, detalhe: ela se desloca e se apresenta descalça. Deve haver uma razão simbólica. Alguma explicação?
Ela cantou árias de Caccini, Monteverdi, Frescobaldi, Scarlatti e outros.
Produção esmerada apresentou slides com tradução para que se pudesse entender o significado da poesia. E a cada peça, a projeção de uma obra de arte correspondente ao tempo do compositor.

Sempre tem uma peça e uma imagem da qual eu gosto mais. Desta vez foi a interpretação dramática do “Lamento de Ariadne” de Monteverdi. Perfeita, envolvente, dramaticidade grau 10, Falta o ar pela emoção, angustia, desespero do personagem, passados para o publico. Só quem conhece o mito de Ariadne* entende bem o porque desse lamento. Felizmente a peça seguinte foi de uma alegria e graça contagiantes, quebrando o impacto depressivo da peça anterior. A imagem mais significativa? Aquela que ilustrou o madrigal “Primavera”. Não o quadro de Boticelli que todo mundo usa quando fala em Primavera, mas, um quadro do quase desconhecido Giuseppe Archimboldi (ou Arcimboldo) - Primavera **

Entremeando voz e instrumento, Alessandro Santoro (o filho do grande Cláudio Santoro) *** deu um show de técnica quando fez seu solo de cravo. O instrumento é dele, e ele o trata com carinho tanto quando suas mãos passeiam pelas suas teclas como quando o embala para a proxima viagem, como se fosse o seu “bebê”

No final, a felicidade de poder abraçar a cantora-atriz, roubar um pouco de sua alegria pessoal. E mais ver de perto até trocar algumas palavras com Julio Medaglia, apertar a mão de Décio Pignatari ainda em boa forma.

Saí para o grande espaço da avenida com a ansiedade de colocar no papel tudo o que tinha sentido no pequeno espaço do teatro.

O responsável por tudo isso, pelo sucesso em espalhar boa musica pela cidade, pelo exercício de uma cidadania consciente realizável e realizada é

DANTE PIGNATARI****

Na quinta feira, 29 às 19h e na sexta feira, 30, às 12h, mais uma dose de boa musica sempre no SESC Paulista. E sempre com Dante presente.

* A lenda de Ariadne
Filha de Pasífae e de Minos, rei de Creta, e tinha um meio irmão monstruoso, Minotauro, cabeça de touro e corpo de homem, filho de Pasífae com um touro branco.
A besta, que habitava o labirinto sob o castelo de seu pai, todos os anos recebia 7 rapazes e 7 moças de Atenas, como sacrifício. Um ano o jovem herói, o lendário grego Teseu, apresentou-se ao pai para fazer parte do grupo a ser sacrificado e matar a fera. A dificuldade maior não era o confronto com a besta, e sim achar o caminho de volta, para fora do labirinto. Conta-se que o labirinto era tão complexo que Daedelus, o arquiteto que o construiu, morreu ao não conseguir encontrar a saída.

A bela princesa Aariadne se apaixonou por Teseu, o lendário herói grego, e o ajudou a destruir meio irmão, o monstruoso MinotauroTeseu prometeu casar com ela e, então, ela presenteou seu amado com um carretel de barbante e com a única espada capaz de matar o monstro. Teseu entrou no labirinto e a medida que caminhava e soltando o fio, para achar a saída do labirinto após matar o Minotauro. Cumprida a sua missão, ambos partiram de barco, mas este, ingratamente, abandonou-a à própria sorte na ilha de Naxos. O destino posterior da princesa é objeto de versões divergentes. Numa delas conta-se que, desesperada, atirou-se ao mar, procurando a morte, porém foi salva pelo deus grego Baco, que segurou-a em seus braços e imediatamente se apaixonou por ela. Com a bela princesa teve vários filhos e, depois que ela morreu, colocou-a no céu em forma de uma coroa de estrelas, como lembrança do seu amor. E assim ficou conhecida com a imortal esposa do deus Dionísio

*** Cláudio Santoro (Manaus, 23 de novembro de 1919 — Brasília, 27 de março de 1989) foi um compositor e maestro brasileiro.
Em 1941 passou a estudar com Hans-Joachim Koellreutter, integrando também o grupo Música Viva, do qual se tornou um dos nomes mais ativos, ao lado de Guerra Peixe). Passou a adotar o (dodecafonismo) como técnica de composição, sendo um dos mais radicais críticos do meio musical brasileiro.
Em 1948 teve recusado seu visto para ir aos EUA como bolsista, devido à sua militância no PCB. Como segunda opção, foi a Paris. Já bastante conhecido, recebeu um prêmio da Fundação Lili Boulanger, em Boston. Entre os avaliadores estavam os compositores Igor Stravinski e Aaron Copland.
Claudio Santoro foi professor fundador do Deptº de Música da UnB (Universidade de Brasília). Faleceu em 1989, época em que exercia o posto de Regente Titular da Orquestra do Teatro Nacional de Brasília, atualmente a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro.


****Dante Pignatari é formado empano pelo Departamento de Música da ECA/USP. Completou sua formação em Londres e obteve mestrado em music performance studies. Trabalhou na Radio Cultra FM. Foi colaborador da revista Bravo! E lecionou Historia da Musica. É doutorando da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas

OUTUBRO CULTURAL-PRIMEIRA QUINZENA

Continuo usando o blog como um diário, uma prestação de contas a mim mesma, mas sobretudo para mostrar o quanto São Paulo oferece em cultura DE GRAÇA. É só se ligar, procurar, ter coragem e disposição para circular pela cidade de ônibus ou metrô. São atividades pessoais que eu faço sozinha. Se eu posso fazer, porque outros idosos não podem !!!!!
No mês de outubro minha atividade cultural foi tão ntensa que precisei dividir em quinzenas.
Os comentário são pessoais, fruto de minha bagagem cultural, do meu gosto e meio sociocultural. Esta foi minha atividade na segunda quizena de outubroComeça a segunda quinzena Cultural de outubro.
CULTURA EM OUTUBRO (primeira qinzena)

Começo bem mês musical. Dante Pignatari como sempre dá belas aulas e neste primeiro dia falou sobre Villa-Lobos por coincidência aquilo que estamos estudando no IEB. Fazendo a ligação com a França, e entre outras coisas contatos com Nepomuceno. Miguéz, Luciano Gallet e um pouco da musica de cada um. Mais conhecimento do que musica.
Mas, no dia 02, Claudia Riccitelli cantou musicas referentes à aula anterior mas a que mais me impressionou pelas lembranças trazidas foi , de Villa-Lobos “ Nesta Rua, Tem um bosque” Uma voz belíssima, de cantora lírica com todos os trejeitos do lirismo. Lindo mesmo.
Nesta rua,nesta rua tem um bosque
Que se chama,que se chama solidão
Dentro dele,dentro dele mora um anjo

Que roubou,que roubou meu coração

Se eu roubei,seu eu roubei teu coração

Tu roubaste,roubaste o meu também

Se eu roubei,se eu roubei teu coração

É porque,é porque te quero bem

Se esta rua, se esta rua fosse minha

Eu mandava,eu mandava ladrilhar

Com pedrinhas,com pedrinhas de brilhantes

Para o meu,para o meu amor passar


No dia 05 no IEB mais teoria e menos musica, mas ouvindo Il Neíge de Henrique Oswald , “Floreaux” tango de Ernesto Nazareth (1909) e no seminário sobre Chiquinha Gonzaga as musicas mais conhecidas (corta jaca, Abre Alas).

No dia 06 a ópera filmada foi “Il Corsaro “de Verdi. Ópera comum não fossem os coros incomparáveis de Verdi. E muito coros”.

Marcos nos dá um show de Caymmi e suas canções de amor, fazendo bem a ligação com o mito de Orfeu e Eurídice, o mito que eu mais gosto. E a cada musica um encantamento. Desta vez foram Canção Antiga, Você não sabe Amar, Só Louco, Nem eu, Não tem solução, Desde ontem. Uma delas:
NÃO TEM SOLUÇÃO
Aconteceu um novo amor
Que não podia acontecer
Não era hora de amar
Agora o que vou fazer
Não tem solução
Esse novo amor
Um amor a mais
Me tirou a paz
Eu que esperava nunca mais amar
Não sei o que faço
Com esse amor demais

Com Dante, musica instrumental e instrumentos do Barroco. Ouvindo música de Gabrielli, Frescobaldi, Corelli e Vivaldi. De Gabrielli me lembro de ter ouvido algumas vezes uma canção com trompetes espalhados pela sala de concertos, dando um som geral estereofônico. Imagine isso em uma grande catedral.

E no dia 09 em complementação à aula do Dante, algo que qualquer comentário é pouco. Um duo -DIMOS GOUDAROULIS e NICOLAU DE FIGUEIREDO, violoncelista e cravista. Dimos é grego, não tem 40 anos ainda e é um musicista impecável, de reconhecimento internacional. Toca um violoncello picolo, um instrumento do século XVII que fica em sonoridade e timbre entre a viola e o violoncelo. As cordas são diferentes, o tamanho é diferente e não tem nem o eixo metálico para fixá-lo ao chão. Ele é seguro pelas pernas. E ouvimos tocados por esse instrumento, Bach, Valentini, Scarlatti, e Caporale. Nicolau é um cravista brasileiro, radicado na Europa há muitos anos. Quem o ouve tocar ou dirigir dificilmente esquece. É instrumentista de fulgurante capacidade, intérprete surpreendente e criativo, e uma figura carismática. Quando tocou uma cadenza, arrasou. Aplaudidíssimo.
A sintonia do duo é perfeita. Comunicam-se com olhares e Dimos tem a expressão facial risonha e satisfeita, cada vez que o som sai como ele quer.(acho eu) A técnica e interpretação equilibradíssimas, e quando a melodia é o foco, ele transcende ao prazer.
Foi um meio dia especial. Auditório cheio, muita gente trocou o horário de almoço por boa musica. Que bom!!!!

No dia 13, outra ópera. Agora Il Guarany, de Carlos Gomes no IIC.
Desta vez não gostei. Valeu apenas o comentário do Sergio Casoy Ele nos explicou, por exemplo, que no livro de José de Alencar no qual se baseia a opera, o aventureiro espanhol era um italiano, mas Carlos Gomes teve que mudar para um aventureiro espanhol porque a opera foi estreada no Theatro Alla Scala de Milão e não ficava bem colocar como vilão um italiano.
Tenho todo o direito de ter minha opinião de leiga. Não tenho a responsabilidade da critica, mas tenho os meus valores estéticos. Foi uma gravação ao vivo no Theatro da Paz em Belém, em 2007. Uma encenação pré espetáculo, acho que no saguão do teatro, com manequins dos principais personagens da ópera, com as roupas de cena. E no fundo uma estátua de Carlos Gomes, em corpo inteiro, batuta na mão como regendo. Os convidados circulavam entre eles tomando conhecimento. Até que o espetáculo começou.
O maestro, bastante envolvido e entusiasmado. Quanto às vozes, não comento. Não tenho conhecimento suficiente para opinar. Mas gostei. No entanto o Peri índio personagem principal da ópera foi horroroso. Parecia fantasiado para um desfile carnavalesco. Nem postura, nem cara de índio. E ainda falando italiano. A Ceci gorducha no segundo ato aparece descalça e com os pés para cima sujos de andar no palco (não é comentário meu)
Ópera das mais longas dessas ultimas apresentações. Aguardo por um Guarany melhor.

Dia 15 Dante de novo, falando sobre a evolução da linguagem musical, teoricamente. Polifonia, consonância, dissonância Tonica como centro de gravidade da peça musical.
Ouvindo Quartetos de Mozart e Beethoven, Shoenberg – A noite Desfigurada; Suíte de Alban Berg – musica dodecafonica; Webern – 1º movimento do quartetode cordas. (violino,sax tenor, clarinete e piano)

Em artes plásticas, a aula no MAC me deixa pirada. Não consigo compreender essa arte pos-contemporânea que através de performances quer dizer alguma coisa. A parte teórica que os meninos apresentam como parte do seminário, é tão “profunda’ tão “acadêmica” que eu não entendo absolutamente nada.
Assistimos a um documentário Cremaster 3 de um Matheus Barney da qual só eu sabia o significado da palavra “Cremaster” (músculo do interior do escroto que atua sobre os testículos aproximando-os no inverno para que não percam calor e afastando-os no verão para que se refresquem. Porque não podem sofre grandes variações de temperatura). Uma performance muito “profunda” para minha cabeça. Mas, fiquei conhecendo o autor que parece muito conhecido nos meios artísticos contemporâneos.

Na Pinacoteca fui ver a exposição Matisse. Gostei das ilustrações, das instalações, mas a pintura não me agradou muito. Um direito meu.

Já no sábado 03 no Masp a aula do Renato Brolezzi foi sobre GUERCINO, um pintor do seculo XVII, do Barroco, do qual eu nunca tinha ouvido falar. O quadro estudado? “Chronos (tempo) admoesta Eros na presença de Vênus e Marte”
Leitura do quadro em seus aspectos mitológicos, artísticos, históricos e de contemporaneidade com outros artistas e obras de mesmo significado. Sempre diálogo texto-imagem. Muitos outros Guercinos apresentados e estudados em detalhes.

No MAC seminário sobre Corpo com fotos eróticas de Andrés Serrano, que eu já conhecia. Chocantes, de estética duvidosa, às vezes extrapolando do erótico ao obsceno. Mas, é tido como arte.

CULTURA EM OUTUBRO - SEGUNDA QUINZENA

Começa a segunda quinzena Cultural de outubro.
No dia 20, novamente ópera. Desta vez foi a Madama Baterfly.
E aqui um comentário maior. No ano passado vi e ouvi outra Buterfly. Comentei muito porque foi ao vivo e me impressionou. Julgo até importante copiar o comentário:

A ópera Madama Butterfly no Teatro Municipal de São Paulo foi especial mesmo, para mim. Em uma segunda feira, junho, 23 de 2008. Para os privilegiados que viajam pelo mundo e assistem montagens nas grandes salas de ópera, meu comentário é no mínimo simplório.

Coincidência ou não comemorou os 100 anos de Puccini e os 100 anos da Imigração Japonesa para o Brasil. Dupla comemoração só podia resultar em coisa especial mesmo.

Vi inúmeras montagens, com poucas diferenças, sempre a cerejeira e as divisórias básicas japonesas. Pouca atenção eu prestava a não ser na musica., Atenção mesmo era à área “Un Bel di Vedremo”, mais conhecida.

De tanto ouvir musica, de tanto ler, estudar e conversar sobre arte, acabo com maior percepção. Percebo no cenário de Tomie Ohtake referencias e mensagens que antes não perceberia. Vejo as luzes e cores descreverem, sem palavras os ambientes, o maior ou menor impacto emocional. Ora um ambiente festivo, ora de espera, ora trágico apenas expressados com variações de luz. Falam por si as grandes formações que constituem o cenário.

De toda a opera o que mais me impressionou foi a cena da preparação da casa na espera do “marido” americano de Cio-Cio-San. Cenário enxuto, apenas uma mesa que tem uma porta retrato mostrando, sugerindo, a ligação da moça com seu “marido”. Uma cruz que simboliza a nova religião, a do americano, que Cio-Cio-San abraçou, renegando a sua e sendo renegada por sua família. E o apoio para o punhal envolto na faixa branca e que será o personagem final.

E a coisa mais linda: quatro coadjuvantes, envoltos em malha branca envolvendo até a cabeça, se posicionam com braços e pernas que lembram uma árvore estilizada. Nas extremidades, flores de cerejeira que são colhidas e usadas para enfeitar a casa. Pétalas vermelhas distribuídas com amor, esperança e alegria atapetam o chão.

A cena da espera no duplo da realidade e do sonho prepara para o impacto maior da realidade.Cio-Cio-San foi perfeita na dramaticidade. Foi, além de cantora, uma interprete à altura da cena maior. E o apoio da aia Suzuky manteve a coerência de toda a obra.

Gente chorou.

A orquestra estava afinadíssima nos seus momentos de lirismo e de drama.
Mas, Jamil Maluf é Jamil Maluf, Tomie Othake é Tomie Othake, Jorge Takla é Jorge Takla e Puccini é Puccini. “O resto é Silêncio”.


Hoje, 20 de outubro de 2009
Local onde foi passado o DVD: Istituto Italiano di Cltura
Programa: Madama Baterfly - ópera filmada com comentários muito especiais de Sergio Casoy. Com conhecimento, com humor e com capacidade de comunicação muito pessoal, ele prepara o evento.
Tudo diferente da apresentação anterior, embora a musica seja a mesma (Puccini), e a mesma tragédia japonesa.
Gravado ao vivo na Arena di Verona em 1983
O que é a Arena di Verona? Cair da noite e centenas de velinhas em uma iluminação natural, dava o diferencial do espetáculo.

A Arena de Verona é um anfiteatro romano, localizado em Verona, Itália, conhecido pelas monumentais produções de ópera que nela são apresentadas. É uma das estruturas do seu tipo que se encontram melhor conservadas.

A Arena foi construída em 30 AD numa zona que, à época, se encontrava fora das muralhas da cidade. Os ludii (espetáculos e jogos) que ali se encenavam eram tão famosos que alguns espectadores se deslocavam grandes distâncias propositadamente para assistir. O anfiteatro tem uma capacidade para 30.000 espectadores.

A fachada era originalmente de pedra calcária, branca e rosada. Depois de um terremoto que ocorreu em 1117 e que quase destruiu o anel exterior, com exceção da zona denominada Ala, a Arena foi utilizada como pedreira para outros edifícios. As primeiras intervenções de restauro aconteceram no Renascimento e tiveram por objetivo recuperar a funcionalidade da Arena para representações teatrais.

Graças à sua impressionante acústica, a Arena de Verona é um excelente local para a realização de concertos, prática que se iniciou em 1913. Hoje em dia, são ali apresentadas anualmente cerca de quatro óperas, entre Junho e Agosto, no âmbito do Festival Lírico Areniano.

Cenário tradicional não sofisticado; uma casa japonesa com um espaço cenográfico em torno. A interpretação de Cio-Cio-San -conforme Sergio explicou - deu pra perceber bem, foi magnífica: no primeiro ato uma situação de emoção amorosa em uma menina de 15 anos: leveza na interpretação. No segundo ato embora com diferença de 3 anos, Cio-Cio-San já é uma mulher madura, mas esperançosa e crente. A cena do preparo da casa com flores é uma exuberância de flores e flores. No terceiro ato a grande dramaticidade é passada pela interpretação.

Voz belíssima da protagonista (Raina Kabaivanska – soprano) que realmente domina toda a ópera. Os outros...são os outros.

Detalhe: em uma cena, quando o cônsul está dialogando com Cio-Cio-San, o barítono algumas vezes olhou para o maestro em vez de olhar para ela. Falha na interpretação.

Na quarta feira o show é de Marcos e seu Caymmi.. Ouvimos canções do sagrado, com a lenda do Abaeté e outras mais.

No dia 22 é quinta e nessa noite Dante dá um show conhecimento e comunicação com uma “aula-palestra” sobre A Musica vocal italiana no Renascimento e no Barroco. E naturalmente nos fez ouvir madrigais, canções, árias... de Luca Marencio, Gesualdo, Monteverdi, Caccini, Cavalli, Broschi e Vivali. E mais uns dois ou três pouco conhecidos.

Na sexta sempre um recital de um tempo que foi o tema da palestra da véspera. E hoje, 23, foi excepcional. Comentário à parte.

25 – Masp – OCAM – Gil Jardim. Três músicos ganhadores do concurso Jovens Solistas do Departamento de Musica da ECA/USP. Mezzo-soprano Joyce de Souza; piano Daniel Inamorato (muito, muito bom) e Carlos dos Santos Concerto de Vibrafone e orquestra. MNozart para os dois primeiros e Edmundo Villani Côrtes para o vibrafone. Presente o compositor

VILLANI-CÔRTES, Edmundo (n.1930) Nascido em Minas Gerais, o compositor, pianista, violonista e arranjador desenvolveu a maior parte de sua carreira em São Paulo. Compôs um grande número de obras para várias instrumentações, incluindo obras pra banda sinfônica e orquestra. Villani-Côrtes, que freqüentemente escreve para o contrabaixo, é inspirado por sua filha Gê Côrtes, que é contrabaixista profissional. É dele um dos três concertos brasileiros para contrabaixo e orquestra. Villani-Côrtes é professor aposentado da UNESP - Universidade Estadual Paulista, onde lecionou composição e teoria musical. Atualmente ele aceita encomenda de obras e é compositor convidado da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.

29 – Aula Dante Pignatari – Forma SONATA – um estilo, uma maneira de escrever musica. Toda a aula girou em torno de Haydn, Mozart e Beethoven com a analise das obras e ouvindo sonatas dos três mas, as mais bonitas para mim: Patética e Apassionata de Beethoven.

Perdi muita musica por motivos particulares e encerrei o mês na Sala São Paulo pela gentileza de Rafael meu amigo querido. Em um ambiente pra lá de elitizado, um recital de piano com o siberiano Anatol Ugorsky que tocou Beethoven, Stravinsky e Chopin, mas eu não consegui ouvir nada, só um embaralhado de sons porque eu estava literalmente “do avesso”.


Em Artes Plásticas pouca coisa. Mas, consegui comprar a coleção da Folha sobre Museus. Então tenho 20 museus nas minhas mãos para conhecer uns e outros.
Continuo trocando o pôster de quadros famosos no porta retrato que mandei fazer. Agora está lá A Vênus no Espelho de Velázquez. Olho-o sempre que estou “assistindo” TV e o texto referente à imagem está com ela.

Por conta do trabalho do meu Amigo Alessandro andei dando uma espiada em um artista praticamente desconhecido, Giuseppe Archimboldi. Muito interessante como mostra sua biografia.

Giuseppe Arcimboldo (ou Archimboldi)
Nasceu em Milão, por volta de 1527. Faleceu em Milão em 1593
Iniciou a carreira como desenhista dos vitrais da catedral milanesa, ao lado do pai, Biaggio, seu primeiro mestre. Combinou o trabalho com o estudo das gravuras de Leonardo da Vinci, especialmente os de veia caricaturesca, cuja marca se evidenciaria na sua produção posterior.
Em 1562 mudou-se para Praga, Pintor favorito da corte, realizou vários cenários para o teatro imperial.

Seus principais trabalhos foram "As quatro estações" onde utilizou frutas , verduras e flores e "Os quatro elementos", utilizando animais marinhos e terrestres e objetos de guerra, para compor fisionomias humanas.
Arcimboldo era certamente um artista diferente para a sua época, criador do surrealismo quando nem se sabia o que era surrealismo embora tecnicamente não se possa dizer que ele foi um surrealista. É o tipo de pintura que nos obriga a despender um longo tempo para descobrir os detalhes ocultos atrás de cada pincelada.
O estudo e a avaliação da obra de Arcimboldo só foram tratados com rigor no início do século XX, talvez como reflexo do interesse que o surrealismo teve por ela.

Tão grande foi a influência de Arcimboldo, pintor do assombroso e do maravilhoso, que inúmeros artistas beberam da sua fonte, entre eles o espanhol Salvador Dalí.




Archimboldi - Outono

E também li sobre Fulvio Pennacchi.
Fulvio Pennacchi (Villa Collemandina (Villa Collemandina é uma comuna italiana da região da Toscana, província de Lucca, com cerca de 1.399 habitantes., 27 de dezembro de 1905 — São Paulo, 5 de outubro de 1992) foi um desenhista, pintor, muralista e ceramista ítalo-brasileiro.

Foi integrante do Grupo Santa Helena, juntamente com Alfredo Volpi, Francisco Rebolo, Aldo Bonadei, Alfredo Rizzotti, Mario Zanini, Humberto Rosa e outros

Sua pintura é sensível e pessoal, de modo especial na interpretação dos grandes temas bíblicos e da vida dos santos, em razão de uma infância marcada por sólida educação religiosa católica, e na evocação do mundo caipira.

Pennacchi - O Pão











domingo, 25 de outubro de 2009

SETEMBRO CULTURAL

Uso este Blog como um diário, como um registro de minhas atividades, onde posso fazer meus comentários pessoais. E dar dicas também. Todos os lugares frequentados são oferecidos gratuitamente e tem ótimos programas como pode ser visto nesse meu relato cronológico.


Já no dia 01 – Ópera no ICC (Istituto Italiano di Cultura) La Sonnambula de Bellini – Primeiro ato muito bom depois da apresentação de Sérgio Cazoy. Não consegui assistir ao segundo ato. Muito cansada.

Dia 04 – no SESC Paulista o Quinteto Villa-Lobos me encantou.Quando sento bem na frente posso acompanhar bem cada instrumento e perceber melhor as nuances. Na flauta Antonio Carlos Carrasqueira, um nome que ouço periodicamente porque é lapeano. Também dele vi os cabelos pretos transformarem-se em brancos porque o ouço desde um longo tempo. Um belo começo de tarde.

No dia 06 um recital especial com Amaral Vieira e o piano novo do Teatro Municipal. Também deste pianista acompanhei a substituição dos cabelos pretos por brancos. Pelo que sei e conheço, apresentação impecável navegando entre andamentos largos e brilhantes com uma agilidade invejável.
Neste dia tive o prazer de trocar algumas palavras com Jamil Maluf o atual diretor do Teatro Municipal. Encontrei-o no hall de entrada e ele é uma pessoa afável, natural e simpática. Na verdade, parecia que eu sempre o conhecera tanto tempo faz que o vejo no pódio e como já disse também acompanhei a saga dos cabelos brancos. Mas, se no alto parecem deuses, no mesmo nível se tornam humanos.

Dia 09 na aula do Marcos Ferreira Santos muitas e muitas canções praieiras de Dorival Caymmi. Muito interpretadas à base da mitologia do Marcos.

Dia 10 no SESC Dante Pignatari deu um show quando falou sobre ópera desde Handel, Gluck, Mozart, um pingo de Beethoven com sua única ópera Fidélio, Rossini e Bellinni, para chegar em Verdi. Uma abordagem diferente, como é natural que cada um tenha a sua. Voltei a ouvir sobre ópera na segunda (14) no curso sobre Musica do Brasil Independente. De outra maneira, em outros aspectos. Sobre “coloratura” se falou nas duas vezes. E ouvi também.

No dia 13, Municipal. Despedida por um longo tempo, quiçá 2 anos. E aí fiquei observando cada detalhe para usufruir o visual pela memória, quando não puder estar no lugar.
Zum zum de gente que chega. Sei que hoje o T.M. vai estar lotado. 1500 ingressos vendidos. Até no anfiteatro (vulgo poleiro) há gente. Gente que nunca vem, mas veio hoje talvez para se despedir mesmo; gente que vem pouco, gente que vem sempre. Gente se encontrando, se agitando. Novamente encontro Attilio do IIC e Sérgio Casoy. Nos cumprimentamos e falamos palavras.
Seis prazeres hoje: o espaço ainda bonito do teatro; o maestro Jamil Maluf com o carisma, a seriedade e a simplicidade de sempre; A Orquestra Experimental de Repertório, sempre com gente jovem e, portanto entusiasmada; Beethoven, que dispensa palavras; Concerto nº 5 – Imperador, maravilhoso; Gilberto Tinnetti de cujos cabelos também acompanhei o embranqucimento e o amadurecimento de artista. Já tem 77 anos muito bem artisticamente vividos. E o publico em um procedimento correto nem bateu palmas entre os movimentos (coisa que aconteceu em alguns outros concertos).

Dia 15, novamente IIC – ópera filmada. Hoje, Lucrezia Borgia – uma ópera pesada com uma soprano dramática que impressionou. Para mim quando mais dramática a ópera, tanto mais difícil de cantar e contracenar, passando o clima dramático. Mas é gente boa que faz o trabalho bem feito.

Dia 16, mais Dorival Caymmi e 17 perdi a aula sobre a história dos instrumentos de percussão, mas no dia seguinte, 18, o Duo de percussionistas que deu um show de ritmo terminando com Hermeto Paschoal e seus instrumentos diferentes.

E como curso regular acompanho a disciplina “A musica no Brasil Independente” que me dá muito conteúdo preenchedor dos dados que faltam na minha cultura musical. Estamos estudando Carlos Gomes e fico sabendo muito dele, me satisfazendo culturalmente. E ouvindo um pouco de sua musica. E sabendo de curiosidades quando converso com quem entende do assunto (Sergio Casoy) No dia 21 no curso, ouvimos de Carlos Gomes, em gravações das “Memorias Musicais da casa Edson” quadrilha, polca Cayumba,, xote, e com a sinfônica de Campinas Prelúdio das óperas Maria Tudor e Lo Schiavo.

22 – as terças de ópera foi o dia de Nabuco de Verdi. Um Verdi que caprichou nos coros (acho que 80% da ópera é coro) e na dramaticidade do tema de Nabucodonosor . Pesada. 4 atos de puro drama.

23 – Recital de Flavio Varani na Aliança Francesa. Um evento fechado, muito bem organizado pelo Denis Molitsas que eu conheço bem. Ótimo programa, interpretação além de qualquer comentário. Flavio Varani que aos 67 anos de brancos e soltos cabelos revela uma alegria de juventude. E me pergunto porque Flavio Varani não é citado como um dos melhores pianistas brasileiros atuais, quando esse comentário é sempre deixado para Nelson Freire.

24 – Um show de palestra com Dante Pignatari. Falando da musica das Américas nos presenteou com muita musica: cantata de Bach, Rapsody in Blue –Gersshuin, passo doble das touradas mexicanas, Navarra de Albeniz,...
Citação de Ginastera (argentino), Ernesto Lecuana (cubano), Ernesto Nazareth Francisco Mignoni, Radamés Ignatani, Cláudio Santoro (brasileiros) . Ouvimos ainda Lundus , tango brasileiro, valsa choro, Casinha Pequenina,
Muita musica, muita informação...

No dia 27, dose dupla. De manhã, Sala Olido com a Orquestra Experimental de Repertório e o Coral Lírico, ouvi Villa-Lobos e o Descobrimento do Brasil (suíte nº 4) com todo um fundo nacionalista. À tarde, na sala São Paulo, por gentileza da minha amiga Constantina que me ofereceu 3 ingressos. Ela “ganhou” uma viagem a Paris e eu “ganhei” os ingressos. E aí foi Haydn e um concerto de violoncelo com Antonio Lauro Del Claro (suprimiu o Lauro), outro solista que eu acompanhei no embranquecimento dos cabelos. De há muito eu o ouço.
E para fechar o domingo, Beethoven e a Sinfonia Heróica. Muito longa – seu movimento inicial dura tanto quanto toda uma sinfonia de Haydn ou Mozart. Mas, de grande força dramática. Na acústica da sala São Paulo soa maravilhosa.

E para fechar o mês musical, um pouco de Caymmi e suas canções de amor com nomes de mulher: Rosa, Dora, Marina, Tereza, Gabriela...e os comentários pra lá de especiais do prof. Marcos Ferreira Santos da Faculdade de Educação da USP.




Em termos de Artes Plásticas – vou à aula do MASP dos sábados e neste sábado o quadro estudado por Renato Brolezzi em todos seus aspectos: artístico, histórico, mitológico e de relações com semelhantes, foi ANUNCIAÇÃO de El Greco. Quando se fala em El Greco pensa-se logo na Maja Desnuda. Mas Brolezzi escolheu outro, que tem “residência fixa” no MASP e menos conhecido merece mais atenção. Como sempre deu um show de conhecimentos.

Tenho ido também ao MASP nas terças feiras com o mesmo Brolezzi, agora para uma platéia pagante (R$ 15,00) de mais ou menos 10 pessoas. Na primeira terça dia 08, conhecemos em detalhes (artísticos, históricos, mitológicos) do quadro de Clouet O BANHO DE DIANA.

Na terça dia 15 o quadro estudado foi HYMENEUS TRAVESTIDO DURANTE UM SACRIFICIO A PRIAPO, de Nicolas Poussin, um quadro de quase 4m ocupando uma parede nobre do museu. O mesmo enfoque as mesmas apresentações históricas, mitológicas, artísticas e agora também falando sobre o restauro que foi feito aqui com técnicos franceses.

Na terça 22, vimos DELACROIX em seus quatro quadros encomendados pelo industrial Hackmann.
O quadro PRIMAVERA – Evoca o Mito de Orfeu e Eurídice e os textos de Metamorfoses de Ovídio - poemas curtos de paixões da alma e as conseqüências disso - e a Eneida de Virgilio
O Quadro VERÃO - fala do mito de Diana e Acteo
O quadro OUTONO evoca Baco e Ariadne
O quadro INVERNO - conta o mito de Juno, Vênus e Minerva e o Pomo de ouro

A pintura de Delacroix é a pintura de grandes correspondências de texto-imagem. O que está no poema é evocado na imagem. Pintura e Poesia. Ele é o ultimo dos antigos e o primeiro dos modernos no dizer de Baudelaire.

Já estamos no final do mês e eu não fui ainda aos museus básicos que apresentam ótimas exposições. Mas, tenho aprendido muito muito!!!!!

Tenho agora a coleção de 20 volumes dos melhores Museus do Mundo e vou aprender mais ainda.

Literatura está em baixa. Leio muitos textos necessários, faço pesquisas, mas literatura como cultura mesmo estou meio longe. Leio revistas especificas, leio muito jornal, mas fico nisso.

Memória (leia-se trabalho) não faço nada. Só mantenho o que já sei sem aplicar na prática.

Ciência também atuo pouco, mas vou à palestras (Efeito Borboleta na Estação Ciência) e acabo sempre ligada à minha formação quando tenho que falar sobre algum assunto como foi o caso da palestra O IDOSO NO MERCADO DE TRABALHO).
Também sempre pensando no que pretendo fazer com a ligação ARTE-CIÊNCIA.

Aguarde CULTURA EM OUTUBRO que foi tão intensa que tive que dividir em duas quinzenas.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

dona neuza.com.br - Alessandro Dell'Aira (texto traduzido)

DONA NEUZA COM BR – di Alessandro Dell’Aira

De sua casa, não se pode sair o mesmo. Vive no décimo andar de um edifício do Alto da Lapa, mais ou menos onde o Pinheiros encontra o Tietê e suas águas turvas deixam para trás o coração da metrópole. Dona Neuza gostaria de explodir o prédio da frente, que é mais baixo que o seu, mas que tira uma fatia de vista. Ou transferir-se ao andar superior. Mas reconsidera: Não, o seu reino está aqui.

Sim, se apóia sobre o balcão: parece Liza Minnelli com Nova Iorque a seus pés.
Setenta e nove anos, viúva e feliz. Como uma mulher casada foi feliz e não vê porque não deve continuar sendo já que a cada pôr do sol, seu companheiro a cumprimenta do Pico do Jaraguá. Sempre tem seu bigode da cor das nuvens.

Esta casa é um arquivo suave e profundo, com muitas pastas azuis cheias de folhas
manuscritas e impressas. Marido, esposa, filhos, netos, e agora é aqui sozinha a tomar conta desse um longo caminho vivido juntos. A idade do corpo é uma questão de anos vividos. Dona Neuza é um disco de vinil que aos setenta e nove anos é mais disposta que um de trinta e três, corre tão rápido quanto um de quarenta e cinco. E não de ontem, descobriu o blog. Abriu um pessoal vovoneuza.blogspot.com, pessoal. Saramago pode ter um e ela não? Chamar-se de Vovó na rede, rejuvenesce. Assim abriu outro blog: topblog.com.br / metrópole, dedicada a São Paulo. Um blog de amor.
Lisa Minnelli não fez nenhum para Nova York, mesmo com todos os fãs que ela tem na cidade. Dona Neuza não tem fãs, tem seguidores: 424 no encerramento desta parte, aumentando constantemente. A Web é a extranet para Neuza. De pessoal, na rede não tem nada, è arquivado em casa.
Quando chega um amigo ela abre um armário velho abarrotado com pastas e puxa para fora um rolo com pompa e circunstância. É a sua árvore genealógica. Após pesquisas nos registros públicos enviou enxames de mensagens por correio eletrônico e mensagens de texto aos parentes, conhecidos e conhecidas, misturando memórias superficiais profundas, perto no tempo e distantes no espaço.
Dois séculos de árvore, duzentos e treze ramos. Agora, no entanto, não consegue mais: entre divórcios e das famílias acabadas não é mais tempo de árvores de família. Não há guarda-roupa que os tenha, são emaranhados de manguezais.

E por falar em árvores dna Neuza, bióloga aposentada, salvou o Figueira da Glette que de '37 a '69 foi a sede da gloriosa Faculdade Paulistana de História Natural, Química e Psicologia Experimental. Lançou o alarme imediatamente após o golpe por um bando de
ignorantes. O edifício foi demolido, mas antes que a árvore tivesse o mesmo fim que ela, plantou uma porção de mudas com uma patrulha de ex-alunos.
Estudamos todos aqui, ninguém toca na Figueira. E eles não tocaram, tanto assim que pode-se vê-la emoldurada, entre a impressora e o computador. Mas há cupins, que existe também nas sequóias.

O que se pode fazer? Pega-se uma escada, tira os melhores brotos re replanta no seu novo lar no campus da Universidade de São Paulo. Com pompa e circunstância, em área sagrada. Dona Neuza faz tudo cantando na cabeça a marcha de Edwar Elgar, hino dos graduados da América. Seu compromisso de bióloga militante reproduz a vida. E proteção de memória, mais fértil que alguns estudos acadêmicos que se reproduzem por si mesmo.

Na mesa de jantar há aqueles que estendem toalhas bordadas. Ela mantém embaixo do vidro, um mapa da grande São Paulo, que navega com auxílio de um índice de nomes que está na cozinha.

Jantar com ela na cozinha é um prazer de uma outra era. Escondidinho de carne seca, cebola, alho, creme de mandioca, e uma cor de açafrão, molho que nunca termina. O material das bodas de Canã. Dona Neuza faz litros de molho como presentes para os amigos. A receita nunca foi escrita. Ele tem na cabeça, com segurança sob os cabelos brancos.

Os segredos disponíveis estão na sala de jantar: o baú dos objetos e bauzinho dos cartões. O Sr. Pessoa, com o baú cheio de pessoas, foi um desordenado. Neste baú há também um disco do dia do casamento, e 45 giros com a transcrição da cerimônia de '53, um presente do fotógrafo para os cônjuges, e para a segurança, um minicassette, e o CD de backup com a transcrição da fita. Todos ligados com fita de seda verde. No bauzinho existem apenas cartões. De qualquer uma: "A primeira transa não se esquece nunca, especialmente se é o primeiro e único amor. Conforme exigido pelo contexto de então, e minha educação familiar, aconteceu na noite de núpcias com a serenidade do ambiente e da ansiedade da coisa nova. A Paixão poderia ser satisfeita. Em nossa casa, sem problemas. Sem culpa ou medo. Perfeito. Tornei-me uma 'mulher' da maneira mais feliz. Do café da manhã não me lembro (acho que nem teve), mas a refeição me lembro: molho de tomate, ervilha e ovos, preparados por mim. A primeira refeição de casados.

Um gesto após outro, dona Neuza exibe objetos, cartas e fotos. Revela muitos segredos. Amigos na rede são muitos que os divide em grupos. Alguns unisex, como "Seminovas", batalhando como ela. O último grupo é "Amigos 2009". Teste final, as pessoas da terceira idade que se deslocou em quarto sem atrito.

Precisamos saber fazer, senão nos arranhamos. Quantas marcas têm a idade? Depois da meia, nós somos o terceiro. Mas aqui é chamada de melhor idade. Tudo aqui é bom, soa quase melhor quanto maior, então por que não chamar melhor idade? Dona Neuza é positiva, mas sem eufemismos. Prefere longa vida / divers idade, / oportun idade.

Com ela, não ficamos mais velhos, nem mesmo à mesa desfeita. Tem educado gerações de Paulistanos. Ama as artes plásticas, os clássicos da literatura e música. Conversar com ela é
como fazer música de câmara, sem sinais e mal-entendidos. Na fluência, porque nove vezes de dez, a falta de comunicação é o hipócrita rabo de palha.
Até quando alguma coisa a interessa, dona Neuza, mesmo na soleira da porta lado, transmite um segredo. Não é a receita para o molho. Como Don Francisco José de Goya Lucientes, como Meister Ludwig van Beethoven, de Dona Neuza Guerreiro de Carvalho tem dificuldades de audição. Com notas nenhum problema, com vozes, certamente. Será uma questão de freqüências, mas não pode ser explicado apenas pelas leis acústicas. Em particular, é a arte de captar os pensamentos dos outros através da linguagem corporal.
Então vem pensamento, a porta do reino, quando um abraça e diz adeus com um pouco
de vergonha e desejo daqueles poucos segundos de silêncio juntos, o poço do elevador,
antes de deslizar para trás o acidente da real dificuldade de audição: aqueles que nas relações humanas consomem a vida sem alimentá-la e se contentam de receber, não são capazes de transmitir.

domingo, 4 de outubro de 2009

Dona Neuza.com.br

Eu tenho um amigo. Um amigo que prezo muito. Não é um amigo de muito tempo, mas isso não importa. É um amigo de conversa fácil, inteligente e culto com quem sempre se aprende alguma coisa. Não é brasileiro e isso acrescenta conhecimento de outras terras, outras tradições, outros comportamentos. E acabo sabendo que mundo não é só esse Brasil a que me acostumei, nem só esse São Paulo onde estou desde sempre.

Além de seu envolvimento profissional com Educação, esse amigo escreve. E escreve muito bem. Tem o dom de captar sutilezas, ir fundo em detalhes de historias de vida, separar coisas importantes de coisa básicas. E sensibilidade para entender tudo o que capta.

Esse meu amigo me retratou com um jeito todo seu. Me emocionou, me envaideceu. Escreveu um texto, que eu chamo de “meu” texto. Tem o titulo sugestivo de Dona Neuza.com.br É um dos muitos que estão no seu site onde há textos sobre o “fusca”, sobre Pasteis de Feira, sobre Avenida Paulista.....

Já fui personagem de vários textos, em geral matérias de jornal ou revistas. Mas sempre com jeito profissional dos que escrevem, portanto “confetes” demais. Este texto me pareceu mais sincero, sem outro objetivo senão me retratar como sou vista por alguém de fora, que me conhece um pouco.

Esse meu amigo é Alessandro Dell’Aira, um italiano que está no Brasil, em São Paulo, há poucos anos, mas que captou detalhes não só de espaços brasileiros e paulistanos, mas principalmente de pessoas, comportamentos.
.
Então, não posso deixar de partilhar com os amigos que costumam ler meu blog, essa peça literária, para mim uma jóia que enfeitou minha vida, aumentou minha auto estima e me deixou feliz. Muito feliz.

Está escrito em italiano. Tentem ler nessa versão original. Tem mais sabor, é mais especial. Se pedirem, publico a tradução.

O endereço é

http://www.musibrasil.net/articolo.php?id=2728

E há outros textos de Alessandro que valem a pena ser lidos ou pelo menos conhecidos. O link desse site é

http://.www.povo.it/ad/maga/html

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

SÃO PAULO TEM TUDO DE BOM -2

MUITA COISA DE BOM ACONTECE EM SÃO PAULO, MAS A POUCA DIVULGAÇÃO IMPEDE O ACESSO A MUITAS PESSOAS. POR ISSO, USO MEU BLOG TAMBÉM PARA DIVULGAR EVENTOS E ACHO QUE ESTE MERECE.

Centro Cultural São Paulo (Vergueiro)
História da música: A era da harmonia
com: Dante Pignatari

Oficina de história da música que tem como objetivo fornecer as ferramentas necessárias para uma audição aprofundada da música produzida no período que vai do surgimento do sistema tonal no Renascimento até seu ponto culminante na época da Revolução Francesa e o início do século 19, com a música de Beethoven. (50 vagas) - público: estudantes, professores e público em geral interessado em música, a partir de 14 anos - período da oficina: de 14/10 a 9/12 - período de inscrição: de 6 a 9/10, das 10h às 19h, na Divisão de Ação Cultural e Educativa - informações: pelo tel. 3397-4037 - quartas, das 20h às 22h - Praça das Bibliotecas.

Do Renascimento a Beethoven: A Era da Harmonia I

Série de 9 aulas que abordam desde o surgimento do sistema tonal na Itália renascentista até seu auge com Beethoven, no alvorecer do Romantismo. A primeira aula pretende mostrar e explicar a progressiva complexidade e multiplicidade de significados que a música vai adquirindo no ocidente a partir da melodia gregoriana até chegar à Harmonia, pilar da música ocidental desde o Renascimento até o século XX. A partir daí, acompanharemos a evolução dos gêneros, formas e estruturas que a música vai assumindo ao longo de 200 anos de predomínio do sistema tonal, a era da harmonia. Todos os elementos teóricos serão abordados e demonstrados em aula por meio de numerosos exemplos, gravados e também executados ao vivo.

O curso está dirigido a todos aqueles que se interessam pela arte da música em suas diversas manifestações e desejam aprofundar seus conhecimentos e desenvolver uma escuta inteligente e informada. Não se requer dos alunos nenhum conhecimento prévio, já que serão fornecidas ao longo das aulas todas as ferramentas teóricas necessárias para sua compreensão. A seqüência das aulas é a seguinte:

14/10 - Origens: do canto gregoriano ao século XVI. O madrigal italiano. cristalização do sistema tonal.
21/10 - Alemanha (a Reforma), a França, e o nascimento da monodia. O Barroco.
28/10 - Itália: ópera e música sacra. A música instrumental.
04/11 - O Barroco na França e na Alemanha.
11/11 - Händel e J. S. Bach.
18/11 - O período pré-clássico.
25/11- Haydn.
02/12 - Mozart.
09/12 - Beethoven.